Empresas como a Maximu’s Embalagens aposta em reciclagem avançada para reduzir impactos ambientais, mas alerta para a ausência de políticas públicas claras
Outubro de 2025 – Com a proximidade da COP-30, que será realizada em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro, cresce a pressão global por ações efetivas diante da crise ambiental que ameaça o planeta. A conferência promete marcar um ponto de virada nas discussões sobre clima, resíduos e economia circular, reforçando a responsabilidade compartilhada entre governos, empresas e cidadãos.
Mais do que discursos, o momento exige práticas sustentáveis concretas, desde a redução das emissões até o combate à poluição plástica, uma das urgências ambientais mais críticas deste século.
A Maximu’s Embalagens Especiais, empresa especializada na produção de embalagens plásticas para os setores automotivo, hospitalar e eletrônico, segue nessa direção ao alinhar seus processos produtivos e investimentos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A companhia aposta em soluções que unem inovação, eficiência e responsabilidade ambiental, entendendo que a transformação precisa começar dentro da própria indústria, com escolhas conscientes sobre materiais, reaproveitamento e logística verde.
Três anos atrás, durante a Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, foi adotada uma resolução histórica que criou o Comitê Intergovernamental de Negociação (INC), responsável por elaborar um tratado internacional juridicamente vinculante contra a poluição plástica. O objetivo é abranger todo o ciclo de vida do material (da produção ao descarte), com a participação de mais de 180 países.
Entretanto, em agosto de 2025, as negociações realizadas em Genebra terminaram sem consenso. O impasse reflete a divisão entre nações que defendem limites legais à produção de plásticos e aquelas que insistem em medidas voluntárias, centradas apenas em reciclagem e gestão de resíduos. Cerca de 80 países rejeitaram o rascunho apresentado, por considerá-lo insuficiente para enfrentar a gravidade da crise.
Um estudo publicado pela The Lancet¹ estima que os danos globais causados pelo plástico alcancem £1,1 trilhão por ano, afetando de forma ainda mais grave as crianças. Desde 1950, o mundo já produziu mais de nove bilhões de toneladas de plástico, das quais 75% foram descartadas de forma inadequada.
Para Márcio Grazino, diretor da Maximu’s Embalagens Especiais, os avanços buscados pela ONU são fundamentais, mas ainda esbarram na ausência de políticas públicas claras. “O grande problema não é o plástico em si, mas a forma como lidamos com ele. Enquanto não houver incentivo à reciclagem, à logística reversa, à educação ambiental e à economia circular, o setor continuará sendo tratado como vilão, quando o verdadeiro desafio está na falta de tratativa adequada”, afirma o executivo.
Com sede em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, a empresa vem implementando iniciativas próprias para reduzir seu impacto ambiental, entre elas a operação de uma extrusora recicladora de alta tecnologia, com capacidade para processar até 22 toneladas de resíduos plásticos por mês.
A tecnologia garante que 100% das aparas geradas na produção sejam transformadas em resina de polietileno reciclado, reintegrando-se à linha produtiva em novos itens, como plástico bolha e produtos de proteção. “Iniciamos um projeto de reciclagem avançada com equipamentos de ponta que transformam resíduos plásticos em matéria-prima circular para novos produtos. Isso significa menos resíduos no meio ambiente, menor dependência de matéria-prima virgem e ganhos econômicos que fortalecem nossa autonomia produtiva”, explica Grazino.
O processo é totalmente digital, permitindo controle preciso e maior eficiência. Antes dessa iniciativa, as sobras eram vendidas como sucata e, muitas vezes, retornavam com qualidade inferior e alto custo logístico. Hoje, o ciclo completo de reaproveitamento leva apenas 24 horas, gerando benefícios ambientais e operacionais.
Apesar dos avanços locais, Grazino alerta que os esforços isolados não bastam. “As diretrizes globais são fundamentais, mas enquanto não se traduzirem em políticas públicas, incentivos reais e educação ambiental desde a escola, ficaremos apenas levantando bandeiras. Nossa empresa tem feito a sua parte, mas ainda somos uma microagulha em um palheiro gigantesco”, conclui.
Fonte:¹ https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(25)01447-3/abstract
Sobre a Maximu’s Embalagens Especiais – Presente no mercado desde 2003, a companhia é especializada no desenvolvimento de embalagens para proteção, acolchoamento e movimentação de variados produtos, com foco em diversos segmentos, como os setores automotivo, hospitalar e eletrônico. A sede da empresa fica localizada na cidade de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo e possui filial no município de Varginha, Minas Gerais.
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